Às vezes, mesmo que relutemos em não querer lembrar algo, não conseguimos esquecer. Fica tão claro, tão latente em nossa mente, que parece que acabou de acontecer, quando na verdade já aconteceu faz muito tempo. Será que queremos esquecer mesmo? Será que estamos, de fato, lutando contra a nossa memória? Tentando não obedecê-la? Não. Foi algo intenso... Talvez uma intensidade que nos fez bem, e que por isso não conseguimos esquecer. Ficou ali, feito uma cicatriz. Podemos, por um momento, esquecer que ela está em nosso corpo, mas ela continua lá, ela não se apaga. Essa cicatriz pode ser resultado de um momento de aventura, que queríamos aproveitar e esquecer os riscos e acabamos “caindo”, se machucando, e lá está ela em nosso corpo, em nossa mente. Mas vivemos aquele momento e ele não sai de nosso pensamento, ele continua lá. Queremos remover a cicatriz, apagá-la... mas ela não sai, porque no fundo foi bom. Não foi boa a dor, a queda, foi boa a aventura, o que vivemos antes de ter caído. Talvez seja por isso que não consigamos esquecer. Na verdade, não é que não conseguimos, é que não queremos mesmo. A boca fala que sim, mas o coração nos mostra o contrário.
"Lembrar é fácil para quem tem memória. Esquecer é difícil para quem tem coração." (William Shakespeare)
"Lembrar é fácil para quem tem memória. Esquecer é difícil para quem tem coração." (William Shakespeare)
