Dizem que os olhos são os espelhos da alma. E isso não me parece ser o avesso. São espelhos que refletem luzes quando estamos felizes. São opacos quando a tristeza nos consome. São inundados quando lavados pela água do nosso ser. Sejam águas de alegria ou de dor, dor física ou dor da alma. Aos que falta a voz, restam-lhe o olhar; olhar que por si já nos comove, nos abranda, nos ilumina. Mas há momentos em que esse olhar nos amedronta, nos aflige... É o momento em que a alma está enfurecida; mas nenhuma palavra dita será o suficiente, então lhe resta apenas o olhar para “gritar” todo o seu descontentamento. Tentar cobri-los, tentar ofuscá-los é só uma forma de não mostrar ao outro o que realmente sentes. Mas jamais conseguirá esconder de você mesmo. Ele se fecha para o mundo, mas estará sempre aberto para o seu eu. E dele você não tem como esconder.
"Quem não compreende um olhar, tampouco compreenderá uma longa explicação."
(Mário Quintana)
"Quem não compreende um olhar, tampouco compreenderá uma longa explicação."
(Mário Quintana)
