11 de setembro de 2012

Dias sim, dias não.


Gosto de pensar na vida como sendo uma roda-gigante. Escolhemos uma daquelas cadeirinhas, sentamos, sozinhos ou acompanhados, enquanto ela gira, gira, gira... E nesse girar, esperamos ansiosamente a nossa subida, chegar lá em cima e apreciar a beleza das alturas. Muitas vezes, o desejo de se chegar lá é tanto que por mais que dure pouco tempo, em nós, parece uma eternidade. É aquele desejo incontrolável de se sentir leve, flutuando, aquele friozinho gostoso na barriga. Até que chega a nossa hora. Eis que em algum momento chegamos ao topo da roda-gigante. E estar lá em cima é tão bom. Sabe, apreciar aquela visão maravilhosa, tão bem mais perto do céu, do azul, da brisa boa no rosto, das estrelas... 
Assim vejo a vida. Às vezes estamos lá embaixo, tudo parece tão sem cor, tão sem graça, tão sem emoção... Até que em algum momento a "cadeirinha" em que estamos sentados começa a subir, a roda-gigante que é a vida começa a girar e nos levar para o alto. E não importa, não importa mesmo em que momento chegamos lá (nas alturas, sabe), se é dia, ou noite, cedo ou tarde, sempre é bom, sempre vai ser bom. 
Mas continuo achando que devemos nos permitir sentar nessa "cadeirinha", nos permitir a ver os lados que a vida tem, sem medo, sem querer ficar preso a lugar algum. Aceitar esse subir e descer e, mais que aceitar, saber ver um lado bom nisso tudo. Entender que estar embaixo é um dos caminhos para se chegar lá em cima. Não existiria as alturas se não existisse o lado baixo. O esquerdo sem o direito. Equilíbrio, sabe?! 
Viver tem dessas coisas: altos e baixos. E que bom que tem. Isso é o que nos torna fortes e nos impulsiona a querer ir a um lugar que certamente será nosso, basta querer ir até lá! Então, vai, senta nessa "cadeirinha" da roda-gigante da vida e aproveita o que ela tem pra te mostrar.

25 de julho de 2012

Don't matter



Não importa quantas pedras encontrarei pelo caminho.
Importa saber o que farei com cada uma delas.


12 de julho de 2012

(...)

E, muitas vezes, por trás do riso, do riso, do riso, se esconde a dor. E aperta. E fere.
Porque o que conta mesmo é o que ninguém vê. Essa é a sua realidade e quem você é verdadeiramente.

7 de julho de 2012

Verdadeiramente...


Falo dessas delicadezas: olho no olho, mãos dadas, afagos, sorrisos, que quase ninguém mais vê. É do brilho nos olhos que ilumina tudo em volta. Do "Eu te amo" que não precisa ser falado repetidas vezes para que saibamos que ele existe. Das almas que conversam e se entendem mesmo que palavra alguma seja dita. Talvez seja isso o que precisamos: simplicidade, verdade e amor. É disso que eu falo e é isso o que eu quero e desejo pra mim e pra você.

16 de junho de 2012

Sem culpa. Na paz.

Ultimamente tenho aceitado tão facilmente a efemeridade das coisas que me assusto. Não lamento por muito tempo as perdas nem o que não consegui alcançar. Abraço o que me é dado e me despeço do que não quer ficar. Simples assim. Sem culpa. 

13 de junho de 2012

...



O que a gente precisa mesmo é de coragem. Construímos pontes e tememos atravessá-las, descobrimos caminhos mas, muitas vezes, o medo nos impede de seguir. Enquanto isso, o tempo passa, as pontes se desfazem e os caminhos são esquecidos sem ao menos serem percorridos. Onde será que vão parar os sonhos, os desejos e as emoções que não ousamos viver?

7 de junho de 2012

Qual a cor do Amor?

Queriam pintar o Amor. Uns diziam que no Amor só cabia o azul, outros que não o viam senão com o rosa. Houve ainda aqueles que sugeriram misturar o azul com o rosa - foi apenas uma tentativa de trazer a Paz para aquela confusão. Seria lilás o Amor? Emudeceram-se todos. Mas, pouco depois, alguém voltou a questionar: Qual a cor do Amor? 
Foi aí que o Amor, que até então permanecia calado, pediu que trouxessem todas as cores de tintas que estavam guardadas: amarelo, vermelho, verde... Uma infinidade de cores, inclusive o azul, o rosa, o branco e o lilás. Feito isso, pediu que cada um escolhesse uma, duas, três... quantas cores quisessem. Sem nada entender, assim o fizeram. Quando percebeu que todos já haviam feito as suas escolhas, o Amor, com um leve sorriso nos lábios, disse: Perceberam? Dei a cada um de vocês a livre escolha de me pintar com a cor que melhor te agradas, que é agradável aos seus olhos, ao seu coração. Não tenho uma só forma, uma só altura, uma só face, assim como também não ficaria bem com a cor que apenas uma ou duas pessoas escolheu. Estou em cada um de vocês de uma forma diferente, assim os permito e os deixo livres para sentir, ver, pintar e abraçar-me a sua maneira. 
Ainda calados, mas com certo brilho nos olhos e sorrisos largos, todos saíram daquele lugar sentindo-se  livres e felizes por saber que o Amor, na verdade, tem a cor, a forma, a altura, a face e, principalmente, a cor que nós pintamos, que escolhemos e que nos faz se sentir bem. 

7 de abril de 2012

Das raridades

Acho raro e bonito a delicadeza com que alguns caminham no silêncio dos outros. Esse jeito único que nem todo mundo sabe fazer porque é preciso leveza, doçura e sensibilidade. Um jeito todo lindo de abraçar mesmo que braços algum necessariamente se abracem.

1 de abril de 2012

Happiness

Há sempre aqueles que procuram um motivo aparente para se ser feliz, como se a felicidade tivesse que ser vista e comprovada. Eu não. Há em mim um jeito todo especial de abraçá-la. Um jeito silencioso que nem sempre deixo que percebam. Não que eu a queira só pra mim, mas é que vou curtindo pouco a pouco o afago que ela me faz até que tudo seja riso e eu não consiga mais segurar. 

24 de março de 2012

A part of me

Quando paro para me olhar (a parte minha invisível aos olhos) sempre descubro algo novo, que até então desconhecia... E tem sido bom e interessante. Surpreendo-me sempre. Comigo mesmo. E talvez a melhor parte de mim seja essa, a que quase ninguém vê, exceto quando deixo escapar nos detalhes e delicadezas de cada dia. 

23 de março de 2012

Vida

A vida é esse quebra-cabeça onde as peças andam espalhadas por aí... Há dias em que tudo está bagunçado e você nem sabe por onde começar. Noutros, as peças vão se mostrando e tudo vai se encaixando. Só é preciso ter paciência. 

24 de fevereiro de 2012

Dos defeitos


Admito, eu tenho um grande defeito: eu não sei amar pouco.
E de tanto amar o amor de mim se esconde.