16 de junho de 2012

Sem culpa. Na paz.

Ultimamente tenho aceitado tão facilmente a efemeridade das coisas que me assusto. Não lamento por muito tempo as perdas nem o que não consegui alcançar. Abraço o que me é dado e me despeço do que não quer ficar. Simples assim. Sem culpa. 

13 de junho de 2012

...



O que a gente precisa mesmo é de coragem. Construímos pontes e tememos atravessá-las, descobrimos caminhos mas, muitas vezes, o medo nos impede de seguir. Enquanto isso, o tempo passa, as pontes se desfazem e os caminhos são esquecidos sem ao menos serem percorridos. Onde será que vão parar os sonhos, os desejos e as emoções que não ousamos viver?

7 de junho de 2012

Qual a cor do Amor?

Queriam pintar o Amor. Uns diziam que no Amor só cabia o azul, outros que não o viam senão com o rosa. Houve ainda aqueles que sugeriram misturar o azul com o rosa - foi apenas uma tentativa de trazer a Paz para aquela confusão. Seria lilás o Amor? Emudeceram-se todos. Mas, pouco depois, alguém voltou a questionar: Qual a cor do Amor? 
Foi aí que o Amor, que até então permanecia calado, pediu que trouxessem todas as cores de tintas que estavam guardadas: amarelo, vermelho, verde... Uma infinidade de cores, inclusive o azul, o rosa, o branco e o lilás. Feito isso, pediu que cada um escolhesse uma, duas, três... quantas cores quisessem. Sem nada entender, assim o fizeram. Quando percebeu que todos já haviam feito as suas escolhas, o Amor, com um leve sorriso nos lábios, disse: Perceberam? Dei a cada um de vocês a livre escolha de me pintar com a cor que melhor te agradas, que é agradável aos seus olhos, ao seu coração. Não tenho uma só forma, uma só altura, uma só face, assim como também não ficaria bem com a cor que apenas uma ou duas pessoas escolheu. Estou em cada um de vocês de uma forma diferente, assim os permito e os deixo livres para sentir, ver, pintar e abraçar-me a sua maneira. 
Ainda calados, mas com certo brilho nos olhos e sorrisos largos, todos saíram daquele lugar sentindo-se  livres e felizes por saber que o Amor, na verdade, tem a cor, a forma, a altura, a face e, principalmente, a cor que nós pintamos, que escolhemos e que nos faz se sentir bem. 

7 de abril de 2012

Das raridades

Acho raro e bonito a delicadeza com que alguns caminham no silêncio dos outros. Esse jeito único que nem todo mundo sabe fazer porque é preciso leveza, doçura e sensibilidade. Um jeito todo lindo de abraçar mesmo que braços algum necessariamente se abracem.

1 de abril de 2012

Happiness

Há sempre aqueles que procuram um motivo aparente para se ser feliz, como se a felicidade tivesse que ser vista e comprovada. Eu não. Há em mim um jeito todo especial de abraçá-la. Um jeito silencioso que nem sempre deixo que percebam. Não que eu a queira só pra mim, mas é que vou curtindo pouco a pouco o afago que ela me faz até que tudo seja riso e eu não consiga mais segurar. 

24 de março de 2012

A part of me

Quando paro para me olhar (a parte minha invisível aos olhos) sempre descubro algo novo, que até então desconhecia... E tem sido bom e interessante. Surpreendo-me sempre. Comigo mesmo. E talvez a melhor parte de mim seja essa, a que quase ninguém vê, exceto quando deixo escapar nos detalhes e delicadezas de cada dia. 

23 de março de 2012

Vida

A vida é esse quebra-cabeça onde as peças andam espalhadas por aí... Há dias em que tudo está bagunçado e você nem sabe por onde começar. Noutros, as peças vão se mostrando e tudo vai se encaixando. Só é preciso ter paciência. 

24 de fevereiro de 2012

Dos defeitos


Admito, eu tenho um grande defeito: eu não sei amar pouco.
E de tanto amar o amor de mim se esconde.

17 de fevereiro de 2012

Antes que esqueças,


Se não for pra te fazer sorrir, se não for pra ser verdadeiro, deixe que passe, deixa passar...
A gente nasceu pra ser feliz, menina.

5 de fevereiro de 2012

Sendo assim, escrevo...

Escrevo para dar espaço ao meu eu-lírico que muitas vezes se sufoca com o peso de minhas aflições. Escrevo para que ele possa gritar suas dores, expor seus amores. Escrevo por ele, porque tudo em mim é silêncio...
Não sou escritora, poetiza, nem aspirante a tal, apenas sei meu momento de calar e deixar que o meu eu-lírico fale por mim, ou por ele.

29 de janeiro de 2012

Do amanhã


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E cabe somente a mim dar-lhe cor, vida
Na verdade, a cor pouco importa
O importante mesmo é ser...